Wednesday, April 02, 2008

literatura, nós que aqui estamos por vós esperamos

como fazer literatura para o tempo se não tenho tempo para fazer literatura? that´s the question, the lamentation. nem para o jornal, nem para a revista, nem para o cinema, nem para cortar as unhas do pé com mais capricho e tirar aquele calinho que talvez seja a coisa que mais tenho de quem dança (violinos, please!). ah, e nem tempo pra dança. faltei ontem para trabalhar até 22h39. tenho mantido o prazer de ler meu livro mensal (sim, estipulei essa vergonhosa meta) além dos hábitos básicos de higiene e asseamento, sim, para um batonzinho e pra esolher uma roupinha sempre arranjo tempo. posso não saber a manchete (atenção, isso é um exagero da autora, isso é um autoboicote, sem hífen, aprendam, sem hífen!), mas sair desgrenhada já seria humilhação demais. e olha que, com toda essa reclamação de falta com as letras, estou fechando um livro. é, um livro que deve ser um recordista no número de editores, redatores. os personagens então ultrapassam todos os nomes repetidos de personagens diferentes que existiram lá em macondo! eita macondo. eita macondo... lembro que me perdi em macondo e acabei não acabando o livro. será que fiquei em macondo pra sempre? será que existo na carne mas minh´alma é de lá? bem, papo de gente normal, um dia volto nele, mas antes vou passar pelo grande sertão. nesse, minha passagem foi ainda mais footing (ou fútil? não podia perder essa... quémôn, vâmo tudo virar pó. falo mesmo, falo mesmo!). acho que o nome do meu verdadeiro livro vai ser parêntesis. será que se eucomeçar ele aqui e escrever algo com a palavra dengue, ou com a palavra cartões corporativos, ou com a palavra bruna surfistinha, ou com a palavra anorexia, ou com a palavra dilma, lula, serra, aécio, sarney, será que se tudo isso, vão ler meu livro? preciso um dia começar. ah, só mais uma coisa que não tem nada ver, mas acho de suma importância registrar no ad eternun da internet: ontem, ao chegar em casa umas 22h57 fui pro banho e ainda cantei o hino nacional em várias versões. fui dormir achando que apesar de tudo que poderia tirar meu humor, eu não o perdi! ganhei DO dia!

Friday, January 18, 2008

meus caros oito e oitenta

hoje descobri porque sou tanto ao mar e tanto ao céu, deixando a estratosfera pra lá. não tenho meio termo, e daí por água abaixo e acima o bom senso vai que vai, escapando rotineiro. tudo por uma questão genética: meu cromossomo "Y" é carioca; e o "X", torcedor do XV de Jahu, perto de Botucatu, Bauru, Barra Bonita. aí que fica esse emaranhado de eus, da roça da cenoura orgânica à bossa da Guanabara atômica.

Monday, December 03, 2007

eu me repito

e não é a tancinha falando, não. quem lembra da tancinha? era a cláudia raia numa novela das 7 global... era sassaricando? e a tancinha falava assim: eu me acho que você não deve fazer isso, eu me vou lá, eu me... mas nada tem a ver com isso o título desse comentário, comentário esse que deve se manter invisível a olhos nus. "eu me repito" quer dizer que na minha própria reinvenção de revoluções pequenas e dentro da sabedoria de tentar aprender a viver na alegria dos ares que passam invisíveis ventando um pir lim pim pim (assim é muito do meu dia, eu o enfeito mesmo!)... Enfim, "eu me repito" ainda que na tentativa de ser sempre inédita para mim. Mesmo olhando os posts desse blog vejo isso. Hoje, em vez de escrever isso, estava com ganas de publicar no blog um texto que já existia. Qual não foi minha surpresa em encontrá-lo postado há tempos. Chama-se "Balcão do Gê". Até me deparar com ele, estava examinando quem sou eu como quem escova os dentes enquanto lia antigos posts. nesse olhar fliperâmico, encontrei muitos textos que esqueci que estavam ali; textos infinitamente menos virtuais do que meus (não por apego à qualidade, mas por apego ao sentido). Já não sabia, por exemplo, que tinha atestado para o mundo que meu avô, no intuito de dizer Puta Merda, proclama "Pefeitura Municipal". Essas constatações, como acontece quando olhamos o cardápio do restaurante que já conhecemos, corroboram com minha pulsão desses últimos dias em que estou desconfiadíssima e inapta para dizer que algo é fora de série. É a doença de ver a previsibilidade das coisas. O novo é o velho arrumado. O mundo é em série. Faço parte da Coleção de Verão 2008. Até à moda de mim é à moda de. Sou uma esvoaçante blusa cinza e amarela, cujo brilho, opacidade e ginga não guardam uma trama desconhecida sequer na história do Homem. São meus os seculares enigmas sedimentares? PS - juro que não estive com Osho nos últimos 10 dias.

Thursday, October 25, 2007

escrevo, logo inspiro

ou inspiro e logo escrevo?
ou me inspiro e logo escrevo?
ou outros ous tantos? é complexo esse mundo de possibilidades do mundo. e olha que desconheço tanta coisa... e é justamente por isso que cultuo secretamente minha ignorância. é pura economia de energia. o caso é que não sei de onde tirei que não posso gastar. mesquinharia com o saber alheio a mim. é essa minha doença? vou pensar num nome mais elegante como esquizofrenia imaterial... gente, acho que vou de mal a pior, isso lá é conteúdo que se apresente? é fato que estou de regras, isso releva minha total responsabilidade sobre mim. e posso dizer como quiser mesmo. vale lembrar que nem minha avó diz mais "estou de regras". as coisas mudam e eu sou essa hoje.

Tuesday, August 21, 2007

eu, poeta e compositora

menino Doril,
tomou comprimido e sumiu.



estudo para nova versão do clássico "menino do rio"

Monday, August 13, 2007

poeminha para Olívio


Olívio,
ou leave you,
ou love you.

Olívio,

no vídeo
I love you.

Friday, July 20, 2007

DUAS TESES SOBRE O USO

POESIA: Do uso útil e do uso fútil. E o usofrútil? É útil ou fútil?

FILOSOFIA: Do uso das coisas a serviço da gente e do uso da gente a serviço das coisas.

Pensamentos cristalinos de tão rasos...